sábado, 21 de setembro de 2013

Não me segura, que eu seguro você...

NÃO ME SEGURA, QUE EU SEGURO VOCÊ...


Certo dia estamos eu e minha esposa na sede campestre da Associação dos Promotores e Procuradores do Ministério Público de Rondônia, curtindo um final de semana.

Essa sede campestre é um lugar paradisíaco às margens da represa da Usina de Samuel, que fica a uns 45 quilômetros de Porto Velho.

Logo depois do almoço, chegou por lá um colega Promotor, que viajava a caminho de sua comarca no interior do Estado, pretendendo fazer uma pequena parada e tomar uma água gelada.

Colegas que éramos, conversamos um pouco e ele despediu-se, retornando ao seu carro, uma camionete, para continuar sua viagem.

Passado algum tempo, vimos que a camionete do Promotor vinha de retorno, e fomos logo em sua direção, pensando que havia ocorrido algum problema. Estávamos certos, e como!

Esse colega Promotor, homem curioso e apreciador da natureza, dirigia pela estradinha de macadame que liga a sede campestre à BR-364, estrada que corta o Estado de Rondônia, para continuar sua viagem de retorno.

De repente, ele avista, na margem da estradinha, uma cobra jiboia. Não deu outra: parou o seu veículo e foi ver de perto a cobra, pois a jiboia não é venenosa.

Esse tipo de cobra mata suas vítimas (melhor seria dizer seu alimento) pela constrição do corpo, que paralisa a circulação sanguínea até a morte. Seu agir é igual ao da famosa sucuri, ou anaconda.

Experiente, o Promotor, agindo rapidamente, conseguiu pegar a cobra com uma das mãos, logo abaixo da cabeça, o que impedia a jiboia de mordê-lo.

Como este blog também é cultura, esclareço que a jiboia tem os dentes curvados para dentro. Se ela crava os dentes em alguém, não há como sair da situação, a menos que se abra bem a boca do ofídio e se puxe o membro mordido na direção correta.

Presa a jiboia, o Promotor não contava com a reação dela. Ela enrolou-se fortemente ao longo do seu braço e começou a apertar!

Ele bem que tentou, com a outra mão, desenrolar a cobra do seu braço, mas a bichinha era muito forte.

Assim, ele teve que, cuidadosamente, retornar à sua camionete, deixando para fora da janela o braço com a cobra enrolada e, com um braço só, dar partida e fazer a difícil manobra de retorno. Lembremo-nos de que era uma estradinha de macadame, estreita, o que dificulta fazer o retorno com o carro.

Mas ele conseguiu. Quando chegou novamente à campestre, logo vimos o braço para fora do carro, com uma baita jiboia nele enrolada, e entendemos a situação do colega.

É claro que nós o ajudamos a livrar-se da jiboia que, quanto mais irritada ficava com a situação (ela não estava quietinha na estrada?), mais apertava o braço do Promotor.

Depois de dar muita risada com a desventura do “domador de cobras”, nós a colocamos de novo, a salvo, na mata.

O Promotor voltou em paz à sua comarca, com mais uma história para contar a seus filhos.



Um comentário:

  1. Mas que homem louco (pra ser comedida). Que ele pensava ou queria com este feito? Estava querendo um pet de estimação?será que alguém perguntou?

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