quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O novo versus o moderno

O NOVO VERSUS O MODERNO



Hoje, o seu telefone celular aciona o despertador e, ao acordar, você verifica se está chovendo, como está a temperatura lá fora, confere as mensagens dos amigos e pode, até, telefonar. Tudo isso antes de sair da cama.

Tem uns tais de aplicativos nos celulares, cuja amplidão ainda não tenho nem uma vaga ideia, mas que são simplesmente maravilhosos. Você pode chamar um táxi (ou Uber), pedir um lanche, ver sua conta no banco, etc.

Eu sou do tempo em que este tipo de modernidades era simplesmente aventado nuns gibis como o do Flash Gordon (os mais jovens pesquisem no Google, tanto a expressão gibis quanto o Flash Gordon). Conversar com um amigo com imagens em tempo real no celular? Naquela época, quando eu era mais jovem, isso era coisa da imaginação, nunca aconteceria.

Pois está acontecendo. Nos meus augúrios para o futuro, já não descarto nada, nenhuma novidade tecnológica. Sabem aquele raio que desmaterializa uma pessoa num local e o materializa num outro, num instantinho?

Esse tipo de raio é a minha esperança para o futuro. Já pensou se você quisesse visitar um amigo num outro estado, num outro país? O sujeito aperta o botão no teletransportador e zap, você já está lá.

É lógico que uma máquina dessas teria que ter um antivírus poderoso... E se algo dá errado e você é teletransportado para dentro do banheiro do seu amigo, naquele exato momento em que ele está fazendo o número dois??

Ou, pior, se no momento do raio zap existe perto de você uma minhoca, uma barata, ou coisa parecida?

Você poderia ser transformado num honhoca, num horata...

A única possibilidade que não traria surpresas seria se dentro do teletransportador, junto com você, estivesse uma ratazana: você seria transformado um político brasileiro.

Pensemos no seguinte problema: você deseja ir para uma praia paradisíaca numa ilha do oceano Pacífico, entra na máquina do zap e ele lhe manda para a Coreia do Norte, no momento em que o maluquinho do Kim Jon-Un está disparando mais um dos seus mísseis?

Mas eu quero é falar dos tempos em que uma ligação telefônica tinha que ser solicitada pela manhã e, depois de passar por diversas telefonistas, era completada no final da tarde.

Sucesso? Não, se a pessoa com quem você queria falar tivesse saído:

  • Ah, o fulano saiu um momentinho. Você pode ligar daqui a dez minutos?
Isso, convenhamos, era o paraíso para devedores relapsos, para telefonemas do pai de sua noiva... bem as situações favoráveis ao recebedor da ligação são inúmeras.

Diante de tudo o que se faz hoje com um celular na mão, tipo ver sua conta no banco, pagar contas, mandar baboseiras pelo Whatsapp e muito mais, fico preocupado com algumas previsões futurísticas.

Dia desses li um sujeito que afirmou que, em dez anos (portanto, lá por 2027) o celular será coisa do passado, ninguém mais terá um deles.

Se a previsão é boa para quem detesta ter que se desviar, quando anda nas calçadas das cidades, dos idiotas que andam falando e digitando no celular, não dá nem para ter ideia do que virá no lugar dele, o tal de smartphone.

Que formato terá? Será feito de matéria? Um chip no seu cérebro? Uma parte de sua roupa?

Não dá para, sequer, imaginar. Mas se alguém, nos anos 70 ou 80 do século passado, nos falasse do celular, acreditaríamos?

Minha única esperança, nessas dúvidas todas, é que, usufruindo das maravilhosas tecnologias em 2027, alguém leia meu blog e, ao deparar com este texto, suspire, com enfado:

  • Que idiota!!