terça-feira, 3 de julho de 2018

Mais direto, impossível...

MAIS DIRETO, IMPOSSÍVEL...


Quando asssistimos a filmes norteamericanos de julgamento, vemos que o advogado do “mocinho” (ou “mocinha”), depois de usar argumentos brilhantes para defender seu constituinte (só em filme: raramente alguém encontra, na vida real, argumentações tão certeiras e brilhantes), fitando demoradamente os jurados, exclama: I rest my case! Significa alguma coisa como está tudo dito!.

É, certamente, um gran finale, a exemplo do EUREKA!, que teria sido dito pelo matemático grego Arquimedes de Siracusa (287-212 a.C), quando descobriu como resolver um dilema apresentado pelo Rei Hierão,

O rei queria saber (deve ser bom ser rei. Basta querer, não é Lula?) o volume de ouro de sua coroa.

Segundo a internet, “o problema complicado era como medir o volume da coroa sem a derreter. Arquimedes descobriu a solução quando entrou numa banheira com água e observou que o nível da água subia quando ele entrava. Concluiu então que para medir o volume da coroa bastava mergulhar a coroa em água e calcular o volume de água deslocado, que deveria ser equivalente. Conta-se que ele saiu nu, correndo pelas ruas e gritando eufórico:“Eureka!Eureka!” (Achei! Achei!)."O Princípio de Arquimedes" foi como ficou conhecida a descoberta do grande cientista grego”.

Esse introito é para contar um evento em que despontou a criatividade e a lógica da minha neta Joana, onde ela demonstra a percuciência e inteligência típicas do sexo feminino.

A ocasião era o aniversário da minha esposa Zilda. Nós fomos, acompanhados da Joana e seus pais, a um restaurante de Maringá para comemorar o aniversário.

Breve digressão para perguntar por quê as mulheres comemoram os seus aniversários, mas acham ruim quando a nova idade comemorada é mencionada. Eu não sei!

Enquanto esperávamos os garçons servirem o jantar, Joana pediu à sua mãe para usar o celular. Como toda mãe, minha filha negou o pedido.

Joana, matreira que só, não partiu para o simplificado amuo (a famosa “cara amarrada”). Ficou sentada em sua cadeira e, aparentemente (atenção, homens, prestem atenção no “aparentemente”), esqueceu o assunto.

Algum tempo depois, ela levantou-se e aproximou-se da cadeira onde estava sentada sua mãe.

Chamando a atenção maternal, ela apontou uma mesa à nossa direita, outra à esquerda e, finalmente, uma outra atrás da nossa mesa.

  • Se você olhar, mamãe, verá que nessas mesas tem crianças mexendo no celular...
Foi o “I rest my case”, o “Eureka” impositivo, demonstrando que seu pleito junto à mãe tinha razão de ser, e que não era despropositado.

No futuro, se ela tornar-se advogada, vou querer contratá-la. Afnal, ela é linda, é minha neta e... é muito esperta!