MAIS
DIRETO, IMPOSSÍVEL...
Quando asssistimos a filmes
norteamericanos de julgamento, vemos que o advogado do “mocinho”
(ou “mocinha”), depois de usar argumentos brilhantes para
defender seu constituinte (só em filme: raramente alguém encontra,
na vida real, argumentações tão certeiras e brilhantes), fitando
demoradamente os jurados, exclama: I rest my case! Significa
alguma coisa como está tudo dito!.
É,
certamente, um gran finale,
a exemplo do EUREKA!,
que teria sido dito pelo matemático grego Arquimedes
de Siracusa (287-212
a.C), quando descobriu como resolver um dilema apresentado pelo Rei
Hierão,
O
rei queria saber (deve ser bom ser rei. Basta querer, não é Lula?) o
volume de ouro de sua coroa.
Segundo
a internet, “o
problema complicado era como medir o volume da coroa sem a derreter.
Arquimedes descobriu a solução quando entrou numa banheira com água
e observou que o nível da água subia quando ele entrava. Concluiu
então que para medir o volume da coroa bastava mergulhar a coroa em
água e calcular o volume de água deslocado, que deveria ser
equivalente. Conta-se que ele saiu nu, correndo pelas ruas e gritando
eufórico:“Eureka!Eureka!” (Achei! Achei!)."O Princípio de
Arquimedes" foi como ficou conhecida a descoberta do grande
cientista grego”.
Esse
introito é para contar um evento em que despontou a criatividade e a
lógica da minha neta Joana, onde ela demonstra a percuciência e
inteligência típicas do sexo feminino.
A
ocasião era o aniversário da minha esposa Zilda. Nós fomos,
acompanhados da Joana e seus pais, a um restaurante de Maringá para
comemorar
o aniversário.
Breve
digressão para perguntar por quê as mulheres comemoram os seus
aniversários, mas acham ruim quando a nova idade comemorada é
mencionada. Eu
não sei!
Enquanto
esperávamos os garçons servirem o jantar, Joana pediu à sua mãe
para usar o celular. Como toda mãe, minha filha negou o pedido.
Joana,
matreira que só, não partiu para o simplificado amuo (a famosa
“cara amarrada”). Ficou sentada em sua cadeira e, aparentemente
(atenção, homens, prestem atenção no “aparentemente”),
esqueceu o assunto.
Algum
tempo depois, ela levantou-se e aproximou-se da cadeira onde estava
sentada sua mãe.
Chamando
a atenção maternal, ela apontou uma mesa à nossa direita, outra à
esquerda e, finalmente, uma outra atrás da nossa mesa.
- Se você olhar, mamãe, verá que nessas mesas tem crianças mexendo no celular...
Foi
o “I
rest my case”,
o “Eureka”
impositivo, demonstrando que seu pleito junto à mãe tinha razão de
ser, e que não era despropositado.
No
futuro, se ela tornar-se advogada, vou querer contratá-la. Afnal,
ela é linda, é minha neta e... é muito esperta!