NOTÍCIAS
DO BRASIL
Já
que, para minha surpresa, o Blog tem leitores em outros países –
alguns longínquos – vou tentar atualizá-los sobre os dias que
correm nestas terras tupiniquins.
Já
que usei a expressão tupiniquins,
devo esclarecer que alguns costumam referir-se ao nosso
Brasil-velho-de-guerra
como sendo a terra dos índios Tupiniquins (que antes já foram
chamados de Topinaquis,
Tupinaquis e Tupinanquis).
Essas
tribos indígenas existiram (e ainda existem) num lugar chamado
Espírito Santo.
Na verdade, eles habitavam a região entre a Bahia e o tal do
Espírito Santo.
Mas
poucas pessoas conhecem ou ouviram falar sobre os índios
tupiniquins, bem como muito pouca gente conhece – ou ouviu falar –
sobre o Espírito Santo, um estado brasileiro que muita gente nem
sabe onde fica.
Meus
conhecimentos a respeito desse estado limitam-se ao que aprendi na
Escola Primária: Estado do Espírito Santo, capital Vitória.
Estranho? Não!
Eu
nunca conheci alguém que tivesse dito que era nascido no Espírito
Santo, ou tinha vindo de viagem do Espírito Santo...fala-se mais
desse nome nas igrejas.
Procurem
no mapa. Esse Estado fica “lá para cima” dos Estados de São
Paulo e Rio de Janeiro e “lá para baixo” dos Estados do
Nordeste.
Os
tupiniquins tratavam a terra como uma posse comunal, pois qualquer
grupo familiar poderia cultivar onde bem entendesse, sem demarcações.
Como se vê, os comunistas, que se acham os inovadores sociais,
tinham antecessores bem antes do “descobrimento” e posteriores
“ensinamentos” sociais e religiosos.
Os
tupiniquins também mimetizavam – sem saber – o organograma
social da Europa, pois havia clara divisão entre os que caçavam, os
que caçavam e os que plantavam e faziam farinha. Será que havia os
que que “trancavam” as trilhas e queimavam folhas verdes para
fazer fumaça, como forma de fazer protestos?
Talvez
– quem sabe! - se os europeus, notadamente os portugueses, não
tivessem “descoberto” e “civilizado” o Brasil, nós seríamos
hoje um país mais organizado, mais eficiente e menos bagunçado,
onde não apenas os ladrões do dinheiro público sejam altamente
organizados.
Mas
eu quero mesmo é dar notícias do Brasil de hoje.
Nossa
evolução como povo dá-se rapidamente, mas com a marcha-à-ré
engatada. Nosso governo atual gasta dinheiro para anunciar que
fez-nos retroceder 20 anos em dois!
Nossa
incapacidade política explode como uma festa carnavalesca! Depois de
elegermos o Lula da Silva como o Presidente que nos faria entrar no
Paraíso, com rios de mel jorrando de dinheiros públicos criados
pela mera “vontade política” dos gênios do Partido dos
Trabalhadores (PT) e de Lula da Silva, caímos nessa enorme crise
econômica, com milhões de desempregados.
Hoje
o nosso “paraíso” tem pessoas que, mais involuídas que os
demais (que burros esses “demais”...), clamam por um golpe
militar, crentes de que a mera movimentação de tanques de guerra e soldados portando fuzis cheios de tiros resolverão nossos problemas econômicos e nos
farão entrar no exclusivo clube dos países
de primeiro mundo.
Também
temos pessoas que pensam (o verbo pensar,
aqui,
é usado com licença poética) que para o Brasil melhorar bastaria
copiarmos o modelo político altamente desenvolvido de gigantes como
a extinta União
das Repúlicas Socialistas Soviéticas – URSS, Cuba, Coreia do
Norte ou
a cereja do bolo, a Venezuela.
Particularizando
condutas, temos brasileiros que, solidários com os caminhoneiros em
greve que paralisam a Nação, deixando secos de combustível os
carros, caminhões e aviões, levam-lhes café quente, pão e
mortadela, aproveitando para passar no posto de gasolina e levar para
casa um galão com gasolina (não
pode faltar para mim, os outros que se cuidem...).
O
Brasil de hoje, acreditem, é uma enorme e organizada bagunça. Se os
políticos podem roubar, roubam, porque sempre haverá um
ministro-juiz para dar-lhes liberdade.
Se
o sujeito quer ouvir música bem alto durante a noite e na madrugada,
pode, pois ninguém o perturbará.
As
leis de trânsito (?), são coisas para os bobalhões, e a maioria
dos nossos motoristas não fazem a menor ideia de que existem
sinalizadores (setas) nos seus carros, avisando que vão mudar de
direção, ou mesmo limites de velocidade, e que passam por cima de
tudo e de todos...
Pagar
impostos? Para quê? Deixa para lá que sempre vem um vereador ou
deputado criando projeto de lei para anistiar os coitadinhos
endividados
com os impostos extorsivos
(mas
pagos pelos honestos) ...
Se
os eleitores evoluíssem (para a frente, é claro), poderíamos mudar
as coisas neste Brasil tão anti-tupiniquim.
Mas como saber se os votos seriam realmente computados pelas
brasileiríssimas
urnas
eletrônicas?
Terminada
a eleição, em apuração secretíssima, divulgam-se os resultados e
você só pode aceitar, pois não há qualquer modo de contestar os
resultados.
Sem
falar que, para você exercitar o direito
obrigatório do
voto, você tem que, vezes sem conta, comparecer aos cartórios da
jabuticabal
Justiça
Eleitoral para cumprir alguma exigência criada por um gênio
judicial em seu gabinete com ar refrigerado.
Vejam
que a tal da Justiça Eleitoral resolveu fazer o cadastramento
biométrico de
todos os eleitores do Brasil, um portento da tecnologia onde você
comparece, em dias de eleições, à sua sessão e é identificado
apenas pelas suas impressões digitais.
Milhões
de brasileiros foram incomodados, tendo que deixar seu trabalho para
se recadastrarem, milhões de reais foram gastos e … pffff.
Eu,
por exemplo, pobre mortal premiado com o direito
obrigatório,
em todas as vezes em que fui votar, não fui identificado pelas
ranhuras do dedo, tendo que apresentar documento de identidade
provando
que eu sou eu...
Finalizo
dizendo que, pelas ruas do Brasil, é enorme a quantidade de pessoas
que, se pudessem, iriam embora daqui, deixando a classe política
(aqui traduzida como
pessoas que não querem trabalhar)
para roubar e viajar de jatinhos da Força Aérea Brasileira – FAB,
o quanto quisessem..
É
desânimo?
É!