segunda-feira, 29 de julho de 2013

O banheiro e a inserção


BALA AZEDINHA


Além dos meus “causos”, gostaria de contar, como se fossem pequenas pílulas, os atos falhos, meus e dos que me cercaram (cercam?) naqueles tempos de Rondônia. O nome que dei é fruto de uma boa lembrança da infância, quando havia uma bala de sabor meio azedinho (em Rondônia, seriam bombons) que era uma delícia.

Estas balinhas eram quase tão valorizadas quanto as “bolas leitinhas”, que nada mais eram do que bolas de gude com uma mancha branca em seu interior, o que as fazia mais valorizadas no mundo “bologudal”.

Essa parte dos meus posts será alvo de acréscimos sempre que minha memória ajudar.

Vamos lá.

O BANHEIRO E A INSERÇÃO

Logo que cheguei ao Fórum de Cerejeiras (se é que se podia chamar de Fórum uma pequena casa de madeira onde apertavam-se Promotor, Juiz e serventuários da Justiça), no início de 1984, passei por uma porta que tinha uma plaqueta indicativa: BANHEIRO FEMENINO.

Como sempre fui de perder os amigos, mas não a piada, comentei com os funcionários do Fórum sobre o “descuido” de terem escrito FEMENINO em vez de FEMININO.

Houve, é claro, uma gozação geral com o autor da “proeza” que, depois, tornou-se um dos meus melhores amigos.

Passou o tempo e, um dia, ao chegar ao Fórum, vejo todos os funcionários juntos, próximos a uma mesa, fazendo a maior algazarra. Fui ver do que se tratava.

Pois não era uma peça processual minha (alegações finais, parecer, algo parecido)??

Perguntei-lhes o que estava havendo e o autor do FEMENINO apontou o dedo em riste para uma palavra do meu texto. Lá estava: INSERTO.

Todos olharam para mim como se dissessem: TOMA!! (embora hoje em dia o termo utilizado seria CHUPA!!). “Todo mundo sabe que INCERTO é com C, e o senhor também errou!!”, disseram, peito inflado como César entrando em Roma, trazendo como bagagem a rainha do Egito, Cleópatra.

Confrontado com o meu “EVIDENTE” equívoco ortográfico, fui obrigado a explicar-lhes que, no caso, tratava-se do verbo INSERIR.

Devo confessar que tripudiei sobre aqueles meus amigos, embora tenha passado a ter mais cuidado ao redigir minhas peças processuais, pois havia pessoas querendo revanche.



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