BALA
AZEDINHA
Além dos meus “causos”,
gostaria de contar, como se fossem pequenas pílulas, os atos falhos,
meus e dos que me cercaram (cercam?) naqueles tempos de Rondônia. O
nome que dei é fruto de uma boa lembrança da infância, quando
havia uma bala de sabor meio azedinho (em Rondônia, seriam bombons)
que era uma delícia.
Estas balinhas eram quase tão
valorizadas quanto as “bolas leitinhas”, que nada mais eram do que
bolas de gude com uma mancha branca em seu interior, o que as fazia
mais valorizadas no mundo “bologudal”.
Essa parte dos meus posts
será alvo de acréscimos sempre
que minha memória ajudar.
Vamos lá.
O BANHEIRO E A INSERÇÃO
Logo que cheguei ao Fórum de
Cerejeiras (se é que se podia chamar de Fórum uma pequena casa de
madeira onde apertavam-se Promotor, Juiz e serventuários da
Justiça), no início de 1984, passei por uma porta que tinha uma
plaqueta indicativa: BANHEIRO FEMENINO.
Como sempre fui de perder os
amigos, mas não a piada, comentei com os funcionários do Fórum
sobre o “descuido” de terem escrito FEMENINO em vez de
FEMININO.
Houve, é claro, uma gozação
geral com o autor da “proeza” que, depois, tornou-se um dos meus
melhores amigos.
Passou o tempo e, um dia, ao
chegar ao Fórum, vejo todos os funcionários juntos, próximos a uma
mesa, fazendo a maior algazarra. Fui ver do que se tratava.
Pois não era uma peça
processual minha (alegações finais, parecer, algo parecido)??
Perguntei-lhes o que estava
havendo e o autor do FEMENINO apontou o dedo em riste para uma
palavra do meu texto. Lá estava: INSERTO.
Todos olharam para mim
como se dissessem: TOMA!! (embora hoje em dia o termo utilizado seria
CHUPA!!). “Todo mundo sabe que INCERTO é com C, e o senhor
também errou!!”, disseram,
peito inflado como César entrando em Roma, trazendo como bagagem a
rainha do Egito, Cleópatra.
Confrontado com o meu
“EVIDENTE” equívoco ortográfico, fui obrigado a explicar-lhes
que, no caso, tratava-se do verbo INSERIR.
Devo confessar que tripudiei
sobre aqueles meus amigos, embora tenha passado a ter mais cuidado ao
redigir minhas peças processuais, pois havia pessoas querendo
revanche.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Se você não conseguir comentar nas outras opções, faça-o como anônimo, identificando-se abaixo do texto. Esse feed-back é muito animador para mim.