O
NOVO VERSUS O MODERNO
Hoje,
o seu telefone celular aciona o despertador e, ao acordar, você
verifica se está chovendo, como está a temperatura lá fora,
confere as mensagens dos amigos e pode, até, telefonar. Tudo isso
antes de sair da cama.
Tem
uns tais de aplicativos nos celulares, cuja amplidão ainda não
tenho nem uma vaga ideia, mas que são simplesmente maravilhosos.
Você pode chamar um táxi (ou Uber), pedir um lanche, ver sua conta
no banco, etc.
Eu
sou do tempo em que este tipo de modernidades era simplesmente
aventado nuns gibis como o do Flash Gordon (os mais jovens pesquisem
no Google, tanto a expressão gibis quanto
o Flash Gordon). Conversar com um amigo com imagens em
tempo real no celular? Naquela época, quando eu era mais jovem,
isso era coisa da imaginação, nunca aconteceria.
Pois
está acontecendo. Nos meus augúrios para o futuro, já não
descarto nada, nenhuma novidade tecnológica. Sabem aquele raio que
desmaterializa uma pessoa num local e o materializa num outro, num
instantinho?
Esse
tipo de raio é a minha esperança para o futuro. Já pensou se você
quisesse visitar um amigo num outro estado, num outro país? O
sujeito aperta o botão no teletransportador e zap,
você já está lá.
É
lógico que uma máquina dessas teria que ter um antivírus
poderoso... E se algo dá errado e você é teletransportado para
dentro do banheiro do seu amigo, naquele exato momento em que ele
está fazendo o número dois??
Ou,
pior, se no momento do raio zap existe
perto de você uma minhoca, uma barata, ou coisa parecida?
Você
poderia ser transformado num honhoca,
num
horata...
A
única possibilidade que não traria surpresas seria se dentro do
teletransportador, junto com você, estivesse uma ratazana: você
seria transformado um político brasileiro.
Pensemos
no seguinte problema: você deseja ir para uma praia paradisíaca
numa ilha do oceano Pacífico, entra na máquina do zap
e ele lhe manda para a Coreia do Norte, no momento em que o
maluquinho do Kim Jon-Un está disparando mais
um dos seus mísseis?
Mas
eu quero é falar dos tempos em que uma ligação telefônica tinha
que ser solicitada pela manhã e, depois de passar por diversas
telefonistas, era completada no final da tarde.
Sucesso?
Não, se a pessoa com quem você queria falar tivesse saído:
- Ah, o fulano saiu um momentinho. Você pode ligar daqui a dez minutos?
Isso,
convenhamos, era o paraíso para devedores relapsos, para telefonemas
do pai de sua noiva... bem as situações favoráveis ao recebedor da
ligação são inúmeras.
Diante
de tudo o que se faz hoje com um celular na mão, tipo ver sua conta
no banco, pagar contas, mandar baboseiras pelo Whatsapp
e muito mais, fico preocupado com algumas previsões futurísticas.
Dia
desses li um sujeito que afirmou que, em dez anos (portanto, lá por
2027) o celular será coisa do passado, ninguém mais terá um deles.
Se
a previsão é boa para quem detesta ter que se desviar, quando anda
nas calçadas das cidades, dos idiotas que andam falando e digitando
no celular, não dá nem para ter ideia do que virá no lugar dele, o
tal de smartphone.
Que
formato terá? Será feito de matéria? Um chip no seu cérebro? Uma
parte de sua roupa?
Não
dá para, sequer, imaginar. Mas se alguém, nos anos 70 ou 80 do
século passado, nos falasse do celular, acreditaríamos?
Minha
única esperança, nessas dúvidas todas, é que, usufruindo das
maravilhosas tecnologias em 2027, alguém leia meu blog e, ao deparar
com este texto, suspire, com enfado:
- Que idiota!!