terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Escapando da vassourada

ESCAPANDO DA VASSOURA



Vou contar um “causo” do meu início de carreira, nos idos de 1984, bem curtinho como gostam alguns leitores.

Certo dia, saindo do Fórum para almoçar, eu dirigia-me até o restaurante. Andando junto comigo, ia um advogado, um sujeito já idoso, que também acabara de sair de uma audiência.

Não me lembro do nome desse advogado (e, se soubesse, não o diria aqui, por política do blog), mas era um desses nomes estranhos, estrambóticos, como Deuzêncio, Eulâmpio ou, no caso feminino, Holofontina.

Nós íamos conversando normalmente enquanto caminhávamos, mas, quando chegamos em certo trecho da rua, vi que ele ficou mais atento ao que nos cercava.

Logo mais adiante eu fiquei sabendo a razão daquela prudência inesperada do advogado.

Já mais próximo do restaurante, o advogado despediu-se rapidamente de mim e, andando muito rapidamente, cruzou a rua e sumiu numa transversal.

É que ele vira uma mulher, ao vê-lo passando, entrar correndo dentro de casa.

Só vi quando a mulher saiu na rua, munida de uma vassoura, gritando:

  • Cadê aquele cachorro que andou com conversinhas com minha filha? Cadê o safado?

Fiquei sabendo depois, ao comentar o ocorrido no Fórum, que o sujeito tentara “passar uma cantada” numa filha menor de idade daquela mulher, que prometeu pegá-lo de vassouradas.

Quase conseguiu...




Um comentário:

  1. Zelão, agora estou esperta, viu? Já sei postar comentário...kkkkkkkk. Que advogadosinho safadinho! Merecia ter levado as vassouradas. Bj. Ana Lia.

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