ESCAPANDO
DA VASSOURA
Vou
contar um “causo” do meu início de carreira, nos idos de 1984,
bem curtinho como gostam alguns leitores.
Certo
dia, saindo do Fórum para almoçar, eu dirigia-me até o
restaurante. Andando junto comigo, ia um advogado, um sujeito já
idoso, que também acabara de sair de uma audiência.
Não
me lembro do nome desse advogado (e, se soubesse, não o diria aqui,
por política do blog), mas era um desses nomes estranhos,
estrambóticos, como Deuzêncio,
Eulâmpio ou,
no caso feminino, Holofontina.
Nós
íamos conversando normalmente enquanto caminhávamos, mas, quando
chegamos em certo trecho da rua, vi que ele ficou mais atento ao que
nos cercava.
Logo
mais adiante eu fiquei sabendo a razão daquela prudência inesperada
do advogado.
Já
mais próximo do restaurante, o advogado despediu-se rapidamente de
mim e, andando muito rapidamente, cruzou a rua e sumiu numa
transversal.
É
que ele vira uma mulher, ao vê-lo passando, entrar correndo dentro
de casa.
Só
vi quando a mulher saiu na rua, munida de uma vassoura, gritando:
- Cadê aquele cachorro que andou com conversinhas com minha filha? Cadê o safado?
Fiquei
sabendo depois, ao comentar o ocorrido no Fórum, que o sujeito
tentara “passar uma cantada” numa filha menor de idade daquela
mulher, que prometeu pegá-lo de vassouradas.
Quase
conseguiu...
Zelão, agora estou esperta, viu? Já sei postar comentário...kkkkkkkk. Que advogadosinho safadinho! Merecia ter levado as vassouradas. Bj. Ana Lia.
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