domingo, 22 de dezembro de 2013

Era um gênio, mas foi reprovado

ERA UM GÊNIO, MAS FOI REPROVADO


Existe uma teoria dos freios e contrapesos, desenvolvida para demonstrar como devem relacionar-se os poderes do Estado.

Nós temos, como é sabido, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Segundo a tal teoria, eles devem ser independentes e harmônicos entre si. Como cada um desses poderes do Estado é autônomo, eles podem exercer algum controle um sobre o outro.

O principal teorizador sobre essa harmonia e independência dos poderes na organização do Estado foi Charles-Louis de Secondat (16/01/1689 a 10/02/1755), o barão de La Brède e de Montesquieu, nome pelo qual ficou mais conhecido.

Como este blog é também cultura (mas nem tanto), vamos logo ao “causo” que se relaciona com os pensamentos de Montesquieu.

Na década de 1980 estava acontecendo em Porto Velho um concurso para a contratação de novos Promotores de Justiça. Eu, já na carreira, era um dos fiscais, ajudando na organização da aplicação das provas.

Numa das provas, o examinador elaborou uma pergunta com o seguinte teor: No que consiste a teoria dos freios e contrapesos?

Quando contaram-me sobre a resposta que fora dada por um dos candidatos, não acreditei.

Como São Thomé, entrei disfarçadamente na sala de provas e cheguei próximo à carteira onde o candidato em questão demonstrava seus saberes jurídicos.

Lá estava, com todas as letras:

  • A teoria dos freios e contrapesos consiste exatamente na fiscalização exercida pelo DNPM, o Departamento Nacional de Pesos e Medidas.


Como costumam dizer por aí, a resposta foi na lata. 

2 comentários:

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