IDENTIFICANDO
PARTES CORPORAIS
Dentre os acontecimentos que
são alvo de “causos” deste blog, todos ligados à minha atuação
como membro do Ministério Público, minha memória “puxou”,
talvez entranhada dentro deles, uma lembrança ligada à minha
infância, ainda como aluno do primeiro ano do primário (não sei
que nome leva, hoje, essa etapa escolar).
Pois bem. Determinado dia, a
nossa professora resolveu levar toda a classe para visitar a
biblioteca pública.
E lá fomos nós, devidamente
enfileirados, portando as lancheiras, sob cuidados dos professores,
cruzando a empoeirada cidade de Maringá daquela época.
Em determinado trecho da
caminhada, havia um muro todo branco, contendo, grafado nele em tinta
preta, a palavra:
B U C E T A
Eu olhei aquilo intrigado e, já
sabendo ler, perguntei ao coleguinha que estava ao meu lado na fila
estudantil:
- B u c e t a? O que é b u c e t a? - obviamente eu não falei a palavra sílaba por sílaba, ou seja, pronunciei o que vocês leram aí acima.
Meu
coleguinha, horrorizado, puxou-me para bem perto dele e cochichando
de forma incisiva, ao mesmo tempo advertiu-me e deu-me uma lição
para o resto da vida:
- Não fale essa palavra, e nem deixe a professora ouvir! Isso aí significa pinto de mulher!!
E
mais não disse e nem lhe foi perguntado...
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